Às vésperas de uma nova reunião extraordinária do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que poderia afastá-lo, o ministro Marco Buzzi se adiantou e solicitou o afastamento do cargo por 90 dias nesta terça-feira (10/2). A Corregedoria Nacional de Justiça investiga duas denúncias contra o ministro por suposta importunação sexual.
A informação foi antecipada pelo portal “g1″. Internado no hospital DF Star desde a última quarta (4/2), quando a primeira acusação veio a público, Buzzi formalizou o pedido de afastamento no mesmo dia em que o plenário do STJ se reuniria para decidir se afastaria o ministro temporariamente. A reunião estava prevista para às 10h.
NOVA DENÚNCIA
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta segunda-feira (9) que recebeu uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Segundo o CNJ, a suposta vítima foi ouvida pela corregedoria-nacional de Justiça, que abriu nova reclamação disciplinar para apurar a denúncia. O procedimento está em segredo de Justiça.
Na semana passada, o conselho recebeu a primeira denúncia contra Marco Buzzi, de 68 anos. Uma jovem de 18 anos, que é filha de um casal de amigos do ministro, o acusa de tentar agarrá-la durante um banho de mar.
O episódio teria ocorrido no mês passado, quando o ministro, a jovem e seus pais passavam férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.
Diante da acusação, o STJ abriu uma sindicância para apurar o caso. Em seguida, Buzzi apresentou um atestado médico e está afastado do trabalho por questões médicas.
DEFESA
Em nota, os advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila negaram as acusações e disseram que ainda não tiveram acesso aos procedimentos abertos no CNJ.
“O ministro Marco Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbitos dos procedimentos já instaurados”, afirmou a defesa.






