O senador Omar Aziz (PSD) reagiu, na noite desta quarta-feira (17), às declarações do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que mais cedo admitiu publicamente que irá reavaliar o apoio anunciado ao parlamentar na disputa pelo Governo do Amazonas em 2026. Em entrevista ao Programa 18 Horas, da Rádio Mix, Omar adotou um tom firme, defendeu sua trajetória política e afirmou que seguirá candidato independentemente de alianças circunstanciais.
Omar ressaltou sua reputação política no estado e afirmou ser reconhecido como um “homem de palavra” por lideranças do interior e do parlamento. Segundo ele, o compromisso com a palavra empenhada sempre pautou sua atuação pública.
“Eu sou muito conhecido no estado do Amazonas como um homem de palavra. Se você conversar com qualquer político do interior, 100% dos políticos, não é 99%, é 100%, ou se você conversar com um vereador, com um deputado, pergunte a ele que o Omar é um homem de palavra”, afirmou.
Durante a entrevista, o senador também fez questão de destacar sua fé cristã, mas criticou o uso religioso como instrumento de promoção pessoal ou estratégia política. Segundo Omar, sua relação com Deus é pessoal e não deve ser explorada no debate público.
“Eu sou cristão, mas eu não uso o nome de Deus em vão. Tenho fé. E sou prova viva de que Deus já fez muitos milagres na minha vida, já me tirou lá do fundo do poço e me colocou aqui. Mas não preciso usar o nome de Deus nem trechos da Bíblia para me promover publicamente ou fazer política”, declarou.
Ao comentar o momento político, Omar Aziz recorreu a uma passagem bíblica para sintetizar sua visão sobre o movimento David Almeida, que chegou a anunciar apoio a sua candidatura, mas agora recuou. “A soberba precede a queda”, afirmou, em uma fala interpretada como resposta direta ao reposicionamento do prefeito de Manaus.
Apesar do recuo sinalizado por David Almeida, Omar garantiu que sua candidatura ao Governo do Amazonas está mantida e que o projeto político segue independente de apoios individuais. Segundo ele, apenas fatores extremos poderiam alterar essa decisão.
“Eu sou candidato em qualquer circunstância ao governo, só se Deus não me der saúde ou me tirar a vida. Vou formar uma aliança muito forte e vamos ganhar a eleição. O Amazonas vai ser forte novamente”, declarou.
A fala do senador ocorre no mesmo dia em que David Almeida, em entrevista à Rádio BandNews Amazônia, afirmou que “o jogo está aberto” e que decidiu “puxar o freio de mão” em relação a apoios antecipados, sinalizando um redesenho de sua posição no tabuleiro eleitoral de 2026.
Com a troca de declarações públicas, o cenário político amazonense ganha novos contornos e reforça que as articulações para a sucessão estadual seguem em aberto, com tensões crescentes entre antigos aliados e uma disputa que tende a se intensificar nos próximos meses.







