O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) descumpriu o prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF). O período de 24 horas terminou na manhã desta terça-feira (27), sem que o parlamentar apresentasse os documentos. Em razão do descumprimento, a PF cancelou a validade do passaporte.
A ordem foi expedida no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Além de determinar o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador e proibi-lo de deixar o país, Moraes estabeleceu a entrega de eventuais documentos de viagem emitidos por outros países e proibiu o parlamentar de manter contato com o advogado.
A ausência dos documentos também ocorre em meio a informações sobre uma possível saída do senador do Brasil pela fronteira com a Argentina. A PF apura o paradeiro do parlamentar e acionou autoridades argentinas para verificar os relatos. Até o momento, a hipótese de que Flávio tenha deixado o país não foi confirmada, e o senador Rogério Marinho, coordenador de sua campanha, negou a viagem.
Flávio afirmou anteriormente que entregaria os passaportes e contestou a decisão de Moraes, que atribuiu a declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, sobre a possibilidade de deixar o Brasil em caso de derrota eleitoral. O senador e Willer Tomaz são investigados por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.







