O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 38 países na votação do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras no exterior, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente em 12, segundo o levantamento indicado na atualização da apuração deste domingo (25).
A votação dos brasileiros residentes fora do país ocorre em diferentes fusos horários, o que permite que os resultados de algumas localidades sejam conhecidos antes do encerramento das urnas no Brasil. Os dados são acompanhados a partir dos boletins de urna disponibilizados pela Justiça Eleitoral.
Quase 919 mil brasileiros podem votar no exterior
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918.876 brasileiros estavam aptos a votar fora do país nas eleições de 2026. O eleitorado está distribuído por 186 cidades em mais de cem países.
No exterior, os eleitores brasileiros votam exclusivamente para presidente e vice-presidente da República. A organização do processo eleitoral é realizada pela Justiça Eleitoral, em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores.
Japão concentra votação expressiva em Flávio Bolsonaro
Entre os resultados divulgados durante a apuração, o Japão se destacou pela votação recebida por Flávio Bolsonaro. O candidato do PL obteve 28.538 votos, equivalentes a 80,08% dos votos válidos no país. Lula recebeu 7.098 votos, ou 19,92%.
Flávio também venceu em países e territórios como Israel, Filipinas, Indonésia, Malásia, Tailândia e Taiwan, conforme os boletins de urna divulgados durante a apuração.
Lula registra vitórias na Europa, Ásia e Oceania
Lula obteve a maioria dos votos em diversas localidades, incluindo Austrália, Nova Zelândia, China, Coreia do Sul e Singapura. Na França, o presidente recebeu 10.676 votos, correspondentes a 84% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 2.039 votos, ou 16%.
Na Alemanha e na Espanha, os resultados divulgados também apontaram maioria para o petista. Na Grécia, por outro lado, Flávio Bolsonaro ficou à frente, com aproximadamente 54,9% dos votos válidos.
Número de países não define o resultado nacional
Embora a quantidade de países em que cada candidato ficou à frente seja um indicador da distribuição geográfica dos votos, ela não determina quem recebeu mais votos no conjunto do eleitorado residente no exterior.
Países com comunidades brasileiras maiores podem ter impacto muito superior na soma total de votos. O Japão, por exemplo, registrou uma diferença expressiva em favor de Flávio Bolsonaro, enquanto outros países apresentaram vantagens para Lula.
O resultado definitivo da eleição presidencial depende da totalização nacional dos votos válidos pelo TSE. Assim, os números registrados em outros países integram a apuração brasileira, mas não devem ser interpretados isoladamente como o resultado final da disputa.
Fontes para acompanhamento: Poder360 — votação no exterior e UOL — apuração das eleições de 2026 no exterior.







