A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (9) que nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas na Flórida, nos Estados Unidos, em uma operação contra exploração infantil e tráfico de pessoas. Com isso, foi descartada a possibilidade de que uma das crianças encontradas fosse Allan Michael, de 4 anos, desaparecido há oito meses junto com a irmã, Ágatha Isabelly, de 6, em Bacabal, no Maranhão.
A possibilidade havia mobilizado a família dos irmãos. Nesta quarta, a mãe das crianças, Clarisse Cardoso, entregou material genético à Polícia Federal para que fosse realizada uma comparação de DNA com uma criança localizada nos Estados Unidos. Havia a suspeita de que o menino pudesse ser Allan.
Em nota, porém, a PF afirmou que recebeu das autoridades norte-americanas a confirmação de que não havia brasileiros entre as 163 pessoas encontradas recentemente no país durante a Operação Statewide Shield. A advogada da família, Nathaly Moraes, afirmou que não havia sido informada pela Polícia Federal sobre a ausência de brasileiros entre as crianças resgatadas.
A força-tarefa foi conduzida pelo Departamento de Polícia da Flórida e pelo gabinete do procurador-geral do estado, James Uthmeier, e reuniu ações realizadas durante cinco dias. Segundo as autoridades, o trabalho teve como foco o combate à exploração infantil e ao tráfico de pessoas.
As crianças e adolescentes localizadas tinham entre dois meses e 17 anos. De acordo com as autoridades americanas, muitas delas apresentavam histórico de abuso, negligência, exploração ou exposição a outras atividades criminosas, incluindo o tráfico de pessoas. A operação também envolveu outros 12 países, entre eles o Brasil.
José Arthur Sousa Barros, que desapareceu há mais de 5 meses em Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará, também não está entre as crianças que foram resgatadas nos Estados Unidos.
Relembre o caso de José Arthur

José Arthur Sousa Barros desapareceu na noite do dia 26 de março deste ano, na Vila Peruana, uma área rural de Eldorado do Carajás que fica próxima ao Assentamento Lourival Santana, no sudeste do Pará. O menino, que na época tinha um ano e seis meses, brincava com os primos no quintal da casa onde morava com a família quando sumiu sem deixar rastros. A região onde ocorreu o desaparecimento é de difícil acesso, cercada por áreas de mata densa, rios e cortada por uma rodovia federal.







