Pai que confessou morte de filhas de 3 e 5 anos tem prisão mantida pela Justiça em São Paulo

A Justiça de São Paulo manteve, nesta segunda-feira (10), a prisão preventiva de Breno de Souza Castro, de 24 anos, que matou as duas filhas, de 3 e 5 anos, na Zona Sul da capital paulista. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia.

As meninas foram encontradas mortas dentro de um carro. Segundo o boletim de ocorrência, elas teriam sido asfixiadas. O pai havia buscado as crianças acompanhado da avó e afirmou que as levaria a um museu. Após o crime, Breno se apresentou em uma delegacia, confessou os assassinatos e indicou aos policiais o local onde o veículo estava. O caso é investigado como duplo homicídio.

A mãe das crianças relatou à polícia que vinha sendo ameaçada e perseguida pelo ex-companheiro desde a separação do casal, em março. Segundo os relatos, os dois permaneceram juntos por oito anos e o crime teria sido motivado por ciúmes. A polícia também deverá investigar as denúncias de violência doméstica e possíveis episódios anteriores de ameaça.

No sábado (8), a mulher entregou as meninas à ex-sogra, que costumava ficar com as crianças nos fins de semana. Para evitar encontros com o ex-companheiro, a entrega era feita no meio do caminho. Breno morava no andar de cima da casa da mãe. No dia seguinte, após publicar uma foto com amigas, a mulher recebeu uma mensagem de Breno dizendo que aquela seria a última vez que ela veria as filhas. Ele havia buscado as crianças e disse que as levaria ao Museu do Ipiranga.

Horas depois, uma familiar questionou Breno sobre a demora para voltar para casa. Segundo o relato feito à polícia, ele respondeu que ninguém mais veria as crianças e que iria matá-las e se matar em seguida. A mulher voltou à casa da ex-sogra e passou a noite acompanhada por familiares, enquanto buscas eram feitas por Breno e pelas meninas.

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