Após novas restrições a Bolsonaro, Flávio chama Moraes de “demônio sem alma”

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), fez duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, neste sábado (18). Durante um evento do Partido Liberal em Vitória, no Espírito Santo, o parlamentar classificou o magistrado como alguém que “parece não ter alma” e o comparou a um “demônio”.

As declarações foram uma reação à mais recente decisão de Moraes no âmbito das medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Na véspera, o ministro determinou a suspensão das visitas ao ex-presidente por 30 dias e proibiu qualquer atividade de cunho político-eleitoral, após concluir que Bolsonaro descumpriu as regras da prisão domiciliar ao elaborar uma carta lida e divulgada pelo próprio senador.

“Eu perdi as contas de quantas facadas o presidente Bolsonaro já levou, ontem foi mais uma. Não é que Moraes não tem coração, ele parece que não tem alma, parece um demônio usando uma pessoa para fazer mal aos outros”, afirmou Flávio durante seu discurso.

O senador também aproveitou a ocasião para direcionar um recado ao eleitorado, sugerindo que “grande parte do povo brasileiro” apoiará candidatos ao Senado que sejam favoráveis a um eventual processo de impeachment contra o ministro do STF.

Entenda a nova decisão de Moraes
Na última sexta-feira (17), Alexandre de Moraes rejeitou os argumentos da defesa de Jair Bolsonaro, que alegava que o ex-presidente não sabia que a carta de conteúdo político seria divulgada. O ministro entendeu que houve descumprimento das medidas cautelares e ampliou as restrições.

Além da suspensão geral de visitas por 30 dias (com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas), a decisão também proíbe encontros com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026 e veda a divulgação de manifestos políticos por Bolsonaro, seja diretamente ou por terceiros. Essas novas regras se somam à suspensão anterior de 90 dias do direito de visita do próprio senador Flávio Bolsonaro, que foi apontado por Moraes como o responsável por tornar a carta pública.

Compartilhe :

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *