O senador Ciro Nogueira (PP-PI) adotou um tom cauteloso ao comentar, nesta quinta-feira (21), as investigações que envolvem o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no chamado “caso Master”. Em entrevista à TV Clube, afiliada da Globo no Piauí, o parlamentar evitou sair em defesa do aliado e afirmou que o caso deve ser apurado sem privilégios.
“Não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo. Se for inocente, que sua inocência seja reconhecida. Se for culpado, que pague exemplarmente”, declarou Ciro.
O senador também cobrou isenção nas apurações e criticou qualquer tipo de proteção a suspeitos. “Neste país, não pode mais haver ninguém que cometa ilícito e seja beneficiado por proteção. Temos que investigar com isenção. Quem for inocente, que seja inocente. E, se for culpado, que pague severamente, de acordo com a lei”, completou.
Pré-candidato ao Senado, Ciro Nogueira também reafirmou que deixará o mandato caso irregularidades em seu nome sejam comprovadas. “Se for comprovada alguma coisa ilícita que manche minha honra, jamais voltarei ao meu estado com mácula no meu mandato”, garantiu.
Contexto do caso Master
A Polícia Federal deflagrou, em 7 de maio, uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Ciro Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão em Brasília e no Piauí. As investigações apontam que ele teria recebido R$ 18 milhões em propina para defender interesses do banco. O irmão do senador, Raimundo Nogueira, também é investigado e usa tornozeleira eletrônica.
Ciro nega as acusações e classifica como “invenção” o suposto recebimento de propina por meio de empresas da família, afirmando que os valores citados não chegam a 1% do faturamento anual desses negócios.
Áudios de Flávio e o banqueiro Vorcaro
Paralelamente, Flávio Bolsonaro é alvo de revelações de mensagens e áudios com o banqueiro Vorcaro, dono do Banco Master, nos quais tratam de um financiamento de R134milho~esparaofilme“DarkHorse”.Metadedovalor(R134milho~esparaofilme“DarkHorse”.Metadedovalor(R 61 milhões) foi paga, segundo fontes da investigação. O pré-candidato confirma a negociação, mas nega ter oferecido vantagens em troca. Ele admite ter se encontrado com Vorcaro após a prisão do banqueiro, ocorrida em novembro de 2025, para “botar um ponto final na história”.
As declarações de Ciro Nogueira vêm em um momento de tensão política, com ambos os parlamentares sob investigação e às vésperas das eleições de 2026.






