A Prefeitura de Manaus alugou, sem licitação, uma área do Porto de Manaus por R$ 230 mil para o festival “#SouManaus Passo a Paço 2025”. O evento está marcado para os dias 5, 6 e 7 de setembro no Centro Histórico. A contratação, feita por dispensa de licitação, gerou polêmica devido à discrepância entre o valor final e o preço de referência.
DISCREPÂNCIA DE VALORES E CRÍTICAS
Documentos oficiais mostram que o serviço foi classificado como “locação de imóveis” para a área portuária. O valor de referência inicial era de R$ 11.500, mas o contrato fechado com a empresa do porto chegou a R$ 230 mil. Essa diferença de 20 vezes levanta questionamentos sobre a negociação e a justificativa para a contratação direta.
O festival atrai milhares de pessoas, mas a forma como a prefeitura alugou o espaço do porto, um local de uso público para transporte de mercadorias e navegação, está sendo questionada. Muitos moradores da cidade criticam o uso de um espaço público para fins de lazer, especialmente quando a contratação não passou por um processo de licitação.
Durante a live de lançamento do evento, em 9 de julho, o prefeito David Almeida recebeu críticas de internautas. Muitos cobraram melhorias na infraestrutura e asfalto para a cidade, questionando o gasto com o festival.
A transmissão da live chegou a ser interrompida em meio às reclamações, sendo retomada logo em seguida.







