Academia onde mulher morreu após nadar em piscina funcionava sem alvará

A academia onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após passar mal durante uma aula de natação, na Zona Leste de São Paulo, funcionava sem alvará e foi interditada pela Vigilância Sanitária neste domingo (8). A principal suspeita da Polícia Civil é de que a jovem tenha sido intoxicada por vapores tóxicos resultantes da mistura de produtos químicos usados na limpeza da piscina.

De acordo com os primeiros levantamentos, a mulher passou mal logo após nadar na piscina do estabelecimento. Ela chegou a receber atendimento, mas não resistiu. O caso é investigado para apurar se houve excesso ou manuseio inadequado de substâncias químicas, como cloro ou outros agentes utilizados na manutenção da piscina.

Após o ocorrido, equipes de vigilância sanitária e da fiscalização municipal estiveram no local e constataram a ausência de alvará válido para funcionamento. A falta da licença indica que o espaço não possuía autorização oficial nem comprovação de que cumpria as normas sanitárias e de segurança exigidas para atividades desse tipo.

A polícia instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte e eventuais responsabilidades criminais. Exames periciais devem confirmar a causa do óbito, incluindo análises da água da piscina e dos produtos químicos utilizados no local.

O estabelecimento foi interditado, e os responsáveis poderão responder por funcionamento irregular, além de possíveis crimes relacionados à morte da vítima, caso fique comprovada negligência ou imprudência. O caso reacende o alerta sobre os riscos associados ao uso de piscinas sem fiscalização adequada e reforça a importância de que academias e clubes mantenham licenças em dia e sigam rigorosamente as normas de segurança sanitária.

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