O Departamento de Estado dos EUA suspendeu todo o processamento de vistos de 75 países, entre eles o Brasil, em um esforço para coibir a entrada de pessoas consideradas propensas a se tornarem um “encargo público”, segundo a emissora americana Fox News.
Um memorando do Departamento de Estado, visto pela Fox News, orienta os agentes consulares americanos a negarem vistos com base na legislação vigente enquanto governo reavalia os procedimentos de triagem e verificação. Na lista de 75 países afetados pela medida estão, além do Brasil, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Rússia e Iêmen, segundo a emissora.
A suspensão começará a valer a partir da próxima quarta-feira (21) e continuará por tempo indeterminado até que o Departamento de Estado conclua uma reavaliação do sistema de processamento de vistos dos EUA. O governo Trump não deu detalhes sobre o escopo da medida. Não está claro se as emissões serão totalmente interrompidas ou se haverá exceções, como para vistos de trabalho ou de turismo.
“A imigração proveniente desses 75 países será suspensa enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento migratório para impedir a entrada de estrangeiros que fariam uso da assistência social e de benefícios públicos”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, em comunicado enviado à Fox News.
“O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um encargo público para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, acrescentou ele na nota.
Em novembro do ano passado, o Departamento de Estado já havia orientado as embaixadas americanas ao redor do mundo para ampliar novas regras de triagem com base na chamada cláusula de “encargo público” da legislação de imigração.
A orientação determina que os agentes consulares neguem vistos a pessoas consideradas propensas a dependerem de benefícios públicos nos EUA. Na avaliação, eles consideram uma gama de fatores, como saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e até a necessidade potencial de cuidados médicos de longo prazo.







