Número de mortos em protestos no Irã chega a 2.000, diz agência

Cerca de 2.000 pessoas, incluindo membros das forças de segurança, foram mortas em duas semanas de protestos no Irã, afirmou uma autoridade do governo à agência de notícias Reuters nesta terça-feira, 13. Esta foi a primeira vez que figuras ligadas ao regime dos aiatolás reconheceram o elevado número de vítimas ligado às manifestações provocadas pela crise inflacionária, que vêm sendo reprimidas com força letal por todo o país. A autoridade iraniana, que falou à agência em condição de anonimato, porém, atribuiu a “terroristas” a responsabilidade pelas mortes tanto de manifestantes quanto de policiais. O oficial não especificou quem são os mortos.

Vídeos que circulam nas redes sociais nesta semana mostram corpos enfileirados no chão dentro do Centro de Diagnóstico e Laboratório Forense da Província de Teerã, em Kahrizak, levados para lá após confrontos nas ruas. Ao seu redor, as imagens indicam que há parentes procurando por seus entes queridos.

Os protestos, desencadeados pelo derretimento do rial, a moeda local, e queda vertiginosa no poder de compra, representam o maior desafio interno para o regime que comanda a República Islâmica desde, pelo menos, 2022. Mas o governo está ainda mais vulnerável desta vez, alvo de crescente pressão e sanções internacionais devido ao seu programa nuclear e debilitado devido à guerra de 12 dias contra Israel e os Estados Unidos, durante os quais o Irã foi intensamente bombardeado, em junho do ano passado.

Compartilhe :

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *