Após Maria Corina dizer que povo venezuelano quer dividir o Nobel da Paz com Trump, Instituto nega possibilidade

O Instituto Nobel da Noruega afirmou que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido ou compartilhado. A declaração foi feita após a vencedora atual do prêmio, Maria Corina Machado, sugerir em entrevista a um canal americano que poderia doar sua honraria ao presidente dos Estados Unidos na época, Donald Trump. Ela mencionou essa possibilidade como forma de agradecer pelo papel dele na prisão do opositor Nicolás Maduro.

A resposta rápida do instituto norueguês veio esclarecer as regras estabelecidas para o prêmio. Segundo eles, o Prêmio Nobel é intransferível e irrevogável conforme suas diretrizes oficiais. Essa posição encerra qualquer especulação sobre a possibilidade de Trump receber simbolicamente o reconhecimento destinado à promoção da paz mundial.

“Depois de anunciado, o Comitê Nobel Norueguês e o Instituto Nobel Norueguês não podem revogar, compartilhar ou transferir o Prêmio Nobel para outra pessoa”, afirmaram as instituições na sexta-feira. Segundo a nota, a decisão “é final e válida para sempre”.

Sugestão envolvendo Trump leva Nobel a se manifestar

As declarações de Machado foram feitas em entrevista ao apresentador Sean Hannity, da Fox News, na segunda-feira. Na conversa, ela afirmou que entregar o prêmio a Trump poderia representar um gesto de gratidão do povo venezuelano pela remoção do presidente Nicolás Maduro. Os Estados Unidos capturaram o ex-ditador venezuelano.

Trump, que há anos manifesta interesse em receber o Prêmio Nobel da Paz e frequentemente associa essa ambição a iniciativas diplomáticas, afirmou que se sentiria honrado em aceitá-lo caso Machado formalize a oferta durante uma reunião prevista para a próxima semana, em Washington.

Autoridades alinhadas a Maduro impediram María Corina Machado, ex-deputada da Assembleia Nacional, de disputar as eleições gerais da Venezuela em 2024. Ela apoiou um candidato substituto, amplamente considerado vencedor do pleito, embora o atual presidente tenha se declarado vitorioso. Auditorias independentes das urnas apontaram irregularidades nos resultados oficiais.

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