A Justiça do Amazonas negou, pela segunda vez, o pedido de prisão preventiva da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raíza Bentes, suspeitas de envolvimento na morte de Benício Xavier, de 6 anos. A criança faleceu há um mês, em 23 de novembro, após receber doses elevadas de adrenalina.
O novo pedido, apresentado no último domingo (21) pelo delegado responsável pelo caso, Marcelo Martins, foi indeferido pelo juiz de plantão Luiz Carlos Valoá. O magistrado entendeu que as medidas cautelares já aplicadas são suficientes para garantir a ordem pública. Entre elas estão a suspensão do exercício da profissão para ambas as investigadas.
O Caso
Benício Xavier morreu na madrugada do dia 23 de novembro após receber adrenalina intravenosa em dosagem excessiva. A família alega que a morte foi decorrente de uma sequência de erros médicos. O caso, que gerou forte comoção, é investigado pela polícia por possíveis negligências.
Recentemente, a Justiça anulou um habeas corpus que havia sido concedido à médica Juliana Brasil Santos, determinando que a análise sobre sua liberdade fosse feita por um juiz de primeira instância. Em documentos e mensagens, a médica admitiu o equívoco na prescrição do medicamento, embora sua defesa sustente que a confissão ocorreu “no calor do momento”. A técnica de enfermagem Raíza Bentes, responsável pela aplicação da medicação, também é investigada.
O delegado Marcelo Martins informou que o inquérito policial segue quatro principais linhas de investigação: a responsabilidade da médica, da técnica de enfermagem, eventuais falhas estruturais do hospital e a possibilidade de erro durante o procedimento de intubação realizado no menino.
Nesta quinta-feira (25), Benício completaria sete anos.







