A gestão municipal é acusada de falta de transparência em contratos para cremação humana e animal com a funerária Amazon Crematório, que totalizam quase R$ 50 milhões. A denúncia, apresentada na Câmara Municipal, aponta que os valores envolvidos são de R$ 34,4 milhões para serviços funerários humanos e R$ 15,5 milhões para remoção e cremação de cadáveres de animais.
Os contratos, com vigência de 12 meses, já encerraram seus prazos – o de cremação humana em abril e o animal segue até junho de 2025. No entanto, a empresa contratada continua realizando os serviços para a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) mesmo sem a publicação de aditivos contratuais no portal da transparência, o que configura uma suposta irregularidade na continuidade das despesas públicas.
Além da questão procedural, os valores dos contratos são questionados. Foi levantado que, para justificar o contrato de R$ 34,4 milhões, a prefeitura precisaria cremar cerca de 15 pessoas por dia, um volume considerado impossível para a realidade local. Em relação aos animais, criticou-se o montante de R$ 15,5 milhões, argumentando que esse recurso poderia ser investido na construção de um hospital veterinário ou abrigos municipais.
Diante das suspeitas, o vereador Amauri Gomes (UB) anunciou que irá ingressar no Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) para requerer uma auditoria nos contratos. Paralelamente, será solicitada a convocação do secretário da Semulsp, Sabbá Reis, para que preste esclarecimentos à Câmara sobre os supostos vícios na contratação e execução dos serviços.








